Orientações da Guarda Municipal garantem bem-estar de santistas e turistas nas praias de Santos


Uma família com crianças recebe pulseirinhas de identificação para facilitar a busca, caso algum pequeno se perca na praia. Um casal com dois cães na faixa arenosa é orientado a não transitar com animais no local. Jovens em partida de futebol recebem informação sobre horários permitidos da prática esportiva. Uma turista sofre mal súbito e é auxiliada com encaminhamento à UPA Central.

Acompanhar a rotina de trabalho da Guarda Municipal na orla é constatar que não há tempo ruim para os 60 integrantes da corporação que, distribuídos em turnos e nos 7km de extensão de praias, fazem patrulhamento sob chuva ou sol, tudo para garantir o cumprimento do Código de Posturas do Município e a tranquilidade e a segurança de santistas e turistas.

São cerca de 80 abordagens diárias realizadas pela GM na faixa de areia e no calçadão. Os funcionários contam com base móvel (van) próxima ao túnel do VLT, no José Menino, e um ônibus em frente à Igreja do Embaré. Munidos de rádio comunicador, tonfa, gás de pimenta e algema, também têm auxílio de nove viaturas, seis motocicletas e oito quadriciclos, além das câmeras de monitoramento da orla.

“O trabalho da GM é baseado totalmente no diálogo, seja com o munícipe ou com o turista, sempre visando a garantia da segurança, do bem-estar social e do respeito à legislação santista. No verão, com a presença de muitas pessoas de fora e que não sabem das leis da Cidade, cabe a nós orientar”, disse Lucas Ponte, supervisor da GM na Coordenadoria da Orla.


O que pode e o que não pode?

Conforme estabelece o Código de Posturas, não é permitida a realização de piqueniques no jardim, por exemplo, a fim de evitar que alimentos atraiam ratos. Cães na faixa arenosa são proibidos porque podem provocar doenças que acabam tornando a praia imprópria. Já bicicletas não podem circular na faixa de areia devido ao grande fluxo de pessoas que transitam no local.

Em relação aos esportes, os mais praticados, segundo a GM, são futebol e frescobol, permitidos até as 9h e a partir das 17h, e vôlei e futevôlei, até as 11h e a partir das 16h. A corporação orienta ainda sobre despejo de entulho irregular e, em conjunto com a Terracom, recolhe material deixado na praia por pessoas em situação de rua.

Além disso, orienta a não captura de corruptos (crustáceo) para pesca. Caso a pessoa insista, o equipamento utilizado é apreendido. “Informamos as pessoas sobre a legislação municipal e a irregularidade que está sendo cometida. Caso haja resistência, dependendo do caso, há a possibilidade de ser feita apreensão ou intimação e autuação”, diz o supervisor.


APREENSÕES e AUTUAÇÕES

De acordo com a GM, em 2019 foram 27 apreensões de linha com cerol e 20 bicicletas, além de 300 autuações relacionadas a animais na praia, despejo de entulho e irregularidades no comércio ambulante.

No caso de apreensão de bicicleta, a pessoa precisa comparecer na CET (Av. Rangel Pestana, 100), onde pode participar de curso de direção de bicicleta ou pagar taxa para retirar o veículo. Já outros materiais apreendidos, como skate e bola, é preciso comparecer no Poupatempo (Rua João Pessoa, 246) para solicitar a retirada do material. Linhas com cerol não são devolvidas e são destruídas pela Prefeitura.

Entre 100 e 300 pulseirinhas distribuídas por dia

Diariamente são distribuídas de 100 a 300 pulseirinhas a crianças na praia. Segundo o comandante da GM, Adelmar Miranda da Silva Filho, elas servem de prevenção. “Na entrega, o responsável pela criança também é orientado. Quando há uma criança perdida, as pessoas se solidarizam, já há uma cultura de bater palmas para chamar a atenção de quem está procurando”, ressalta.

Tal prática nunca tinha sido vista pela paulistana Ana Carolina Serrata Malfitano, 35 anos, que passa férias em Santos na casa da mãe, junto com o filho Arthur, 4. “No Ano Novo, uma criança se perdeu, as pessoas a colocaram no colo e todos começaram a bater palma. Isso ajuda a encontrar mais rápido”, disse ela, que recebeu uma pulseirinha para colocar no braço do filho na praia do Boqueirão.


Munícipes têm sensação de segurança

A presença da GM circulando pela orla dá a sensação de segurança. É o que diz a agente de portaria Ederian Alves de Souza, 35, de São Vicente, que costuma frequentar a praia do Boqueirão com o marido Robson da Costa, 35, e as filhas Maria Gabrielly, 9, e Maria Eduarda, 5.

“Estamos sempre passeando aqui e sempre vemos os guardas fazendo ronda e orientando as pessoas. Com a presença deles ficamos mais à vontade e seguros em deixar nossas crianças brincando”.

De Araras, interior paulista, o professor Edemir Bellão, 56, curtia a praia com a família com a mesma sensação. “Gostei de ver a presença deles por tudo quanto é lado. Me sinto extremamente seguro. O pessoal da Guarda aqui é, de fato, efetivo no que faz. Adoro Santos, minha filha estudou aqui e é uma cidade agradabilíssima”.


GM atende ocorrência de mal súbito

Nem só de orientação faz parte o trabalho dos guardas municipais. Por semana, eles também atendem média de 10 ocorrências de pessoas com mal súbito. Foi o que aconteceu na última quarta-feira (8) com o coordenador da orla da GM, Adelmar Miranda da Silva Filho.

Em patrulhamento com um dos veículos da corporação, ele foi abordado por um motorista de aplicativo em um dos semáforos da avenida da praia do Boqueirão. O rapaz solicitou o endereço de um posto médico, já que uma das passageiras, uma turista de Mato Grosso, passava mal.

O coordenador orientou o motorista a segui-lo, acionou a sirene de emergência do veículo e entrou na Avenida Ana Costa rumo à UPA Central, na Vila Mathias. Lá, ainda auxiliou a família da mulher a entrar na unidade de saúde. “Cada caso é um caso, mas poder socorrer uma pessoa e tentar ajudar o próximo é um trabalho muito gratificante”, falou o coordenador.


Fotos: Susan Hortas

Secom

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