O começo foi no século passado...



Os anos passam, as idéias surgem, o aprendizado sedimenta, o ser humano cresce, as experiências se renovam e com elas a saudade de tudo o que nos marcou. A sociedade não é perfeita, utópico pensarmos que um dia poderá ser, contudo, o desejo de fazê-la justa, perfeita, igual, com valores que dignificam o coletivo é dever de todo cidadão e isto começa na educação. Primeiro a que vem de casa, preceituada por nossos pais, chamando-nos a atenção para o certo e o errado, orientando-nos e corrigindo-nos, formando nosso caráter e direcionando nossa postura para a vida e consequentemente para com o próximo. Em segundo lugar pela escola, berço do conhecimento, informação, aprendizado e saber, onde começamos a desenvolver nosso sentido para o que nos agrada, o que nos aguça a curiosidade e nos impele a tornarmo-nos profissionais de sucesso, responsáveis, chefes de família, exemplos para nossos filhos e netos finalizando um ciclo e iniciando outro. Porém, os valores nos dias de hoje parecem ser diferentes, somos de um tempo em que respeitávamos os professores, guardadas as devidas proporções, eram a extensão da autoridade de nossos pais dentro da sala de aula, suas palavras eram recheadas de saber e disciplina, esta, para mim, já começava dentro de casa, era o mais velho de cinco filhos, sendo o único homem, tinha o dever de acordar cedo, pois em nossa casa havia somente um banheiro e, por isso precisava começar o meu dia o quanto antes para não me atrasar no horário de entrada no Grupo Escolar Municipal “Cidade de Santos” onde iniciei meus estudos no primário e finalizando também na rede municipal de ensino, no Grupo Escolar Municipal “Auxiliadora da Instrução”. A disciplina também era cobrada nas escolas, os alunos tinham identificações nos bolsos de suas camisas brancas, o emblema E.M.(Escola Municipal) e também o ano que estavam cursando. Quando chegávamos ao quinto ano, éramos obrigados a fazer o exame de admissão, a fim de provar estarmos aptos para iniciar a fase ginasial. Lembro-me também da merenda escolar, que à época nos davam uma banana, uma fatia de pão e um copo de leite (levávamos nossas próprias canecas), cada um tinha direito a sua merenda e não havia espaço para desperdício, tínhamos ainda orientação religiosa, o dever cívico em entoar os hinos brasileiros (o Nacional, da Independência e o da Bandeira eram os mais cantados). Não poderia deixar passar em branco, as “saudosas” aulas de Educação Física, chamadas de aulas de ginástica, onde aprendíamos conceitos básicos de postura corporal.

Acredito que todas essas lições, marcaram não sómente a minha como outras gerações que se seguiram. Por tudo isto e muito mais sou grato aos meus pais, que me ensinaram os conceitos básicos de educação, aos meus mestres escolares que me apresentaram as mais diversas informações a respeito da Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Educação Moral e Cívica e principalmente a ter postura, ética, disciplina, profissionalismo e respeito.

Valores que me acompanham e que fiz questão de repassar aos meus filhos DOUGLAS, ERYCK, LUANNA MONT SERRAT (in memorian), MYCHELLE MONT SERRAT E THAYLLA MONT SERRAT e tenho absoluta certeza que meus netos BRUNA MONT SERRAT, MATHEUS, VICTOR, YURI, GIOVANNA MONT SERRAT, IZABELLA MONT SERRAT, VICTORIA MONT SERRAT E ARTHUR seguem no mesmo caminho.

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