Minha vida pós câncer

    Atualizado: 30 de Mai de 2019



    Pensando melhor, vou contar como tudo começou. “Meu nome é Mychelle Mont Serrat Fernandes de Oliveira Cazalenove, 34 anos (atualmente com 38), casada, dois filhos, ex atleta profissional e formada na área de saúde em fisioterapia no ano de 2007 pela UNIMONTE.

    Sempre fui atleta e aos seis anos de idade iniciei na modalidade de ginástica olímpica no Brasil Futebol Clube em Santos/SP, por 11 anos, na sequência fui para o triátlon e biatlo, mas decidi ficar em apenas uma modalidade, optando pelo ciclismo e permanecendo profissionalmente por 13 anos, chegando a representar o Brasil pela Seleção Brasileira em países do Merco Sul, tinha uma vida desportiva com hábitos saudáveis, horários regrados, nunca consumi bebidas alcoólicas, nem sou fumante, enfim... Em maio de 2012 nasceu minha primeira filhinha, a Victoria Mont Serrat, hoje com sete aninhos.

    Após o seu nascimento, um dos exames apresentou pequena alteração e meu ginecologista à época realizou outros procedimentos comentando que não era nada que merecesse atenção.

    Já em julho de 2014 nascia meu segundo filhinho, o Arthur Cazalenove, lembro que comentei com meu médico que estava grávida e obtive como resposta ser uma gestação muito próxima da outra e com menos de dois anos de diferença, mas meus exames pré natal estavam normais, não havendo motivos para preocupações.

    Meus filhos nasceram saudáveis graças a DEUS, mas a segunda gestação foi um pouco complicada no pós parto, um problema o qual chamam de eclampsia. Fui clinicada e submetida durante um mês ao uso de medicamentos controlados para normalizar a pressão arterial, pois naquele momento apresentava cansaço de uma mulher com duas crianças pequenas (02 anos e 06 meses respectivamente) que ainda amamentava, com noites mal dormidas, sintomas os quais eu achava que eram normais.

    Até que num determinado dia, minha filha me deu (por descuido) uma cotovelada na cervical acima da clavícula, notei que o local estava dolorido e foi quando percebi a presença de um nódulo duro.

    Era o começo... Após alguns dias notei que aquele nódulo estava crescendo e em menos de uma semana já estava procurando por orientação médica, fui indicada a realizar diagnóstico por imagem e foi quando realmente aconteceu a constatação de nódulos e teria a necessidade de biópsia ... Infelizmente o resultado não foi o melhor “neoplasia maligna de natureza a esclarecer”. De imediato com os resultados dos exames em mãos, fui à procura de um oncologista para obter diagnóstico mais preciso, pois foram encontrados nódulos em meu pescoço e precisaria saber a origem, ou seja, a raiz, onde estavam nascendo e como chegaram a essa região do meu pescoço?

    Optamos em buscar diagnóstico que além de mostrar imagens da anatomia do corpo humano, apontaria o órgão afetado. O procedimento mais indicado foi o PET-SCAN, o qual mostraria se o tumor estava presente no meu corpo, em qual órgão e se era agressivo.

    Felizmente nos deslocamos ao CETAC diagnóstico por imagem em Curitiba/PR, e lá com precisão, foi identificado o órgão afetado (colo do útero) com metástases.

    Adenocarcinoma de colo de útero com metástase para linfonodo.


    (continua na próxima edição)


    Por Mychelle Mont Serrat Fernandes de Oliveira Cazalenove

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