Circuito gastronômico Igara movimenta ilhas ao redor de Belém


A outra margem do rio Guamá, de onde se pode ter uma visão privilegiada da cidade de Belém, capital paraense, ficou movimentada na manhã de sábado (31/08) quando visitantes de várias partes do Pará e de outros estados brasileiros tiveram a oportunidade de participar do projeto Igara, um circuito gastronômico itinerante organizado pela Prefeitura de Belém, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (Codem), na chamada região das ilhas.

O circuito teve início a partir das 10h, na praça Princesa Izabel, no bairro do Condor, periferia de Belém, de onde saíram os barquinhos em direção aos 22 restaurantes credenciados para oferecer aos visitantes o melhor da culinária paraense. A praça lotou desde cedo e as filas eram enormes para comprar os tíquetes, a R$ 20, para garantir o acesso nas embarcações que levavam aos restaurantes dos três roteiros do circuito, localizados nas ilhas do Combu, Murucutum e Ilha Grande.

Logo que conseguimos pegar a embarcação, a nossa equipe do Prazer em Viajar e do Turismo Paraense optou por experimentar os pratos dos restaurantes do segundo roteiro, que ficam localizados no igarapé do Combu, um braço do rio Guamá. A primeira parada, o restaurante “Nossa Maloca”, o segundo da rota, oferece boa estrutura para famílias, com piscinas para adultos e crianças, além de uma piscina natural na entrada do estabelecimento, em que o visitante pode se refrescar aproveitando um banho de rio com segurança.

A comida surpreendeu. Um “peixe paraense” delicioso, preparado pela chef de cozinha Diele Carvalho, com filé de dourada frita ou filhote, acompanhado de creme de tucupi especial, camarão, jambu e arroz de chicória.

O prato também foi motivo de elogios de outros visitantes que optaram pelo restaurante, como o DJ Marcos Melo, que trabalha na Rádio Aquarius FM, de Santa Isabel do Pará, a 54 km de Belém. “O circuito está de parabéns. Eu tive a oportunidade de comer o peixe paraense que está uma delícia e confesso que já repeti três vezes”, comentou ele, que visita a ilha pela primeira vez.

Após aproveitar a estrutura do “Nossa Maloca”, foi o momento de esperar uma embarcação para conhecer o “Farol da Ilha”, mais adiante. Tivemos a sorte de pegar uma embarcação com o piloto Edson Santos, que foi o único que parou para nos pegar após meia hora de espera. Super atencioso, Edson iria dar uma pausa para almoçar no “Nossa Maloca” e depois continuar pegando os visitantes do circuito. Logo endentemos como uma boa indicação para degustar mais um prato do circuito, seguros de que conseguiríamos voltar pra Belém com ele.

E mais uma vez estávamos com sorte. O restaurante tinha acabado de ser inaugurado no dia anterior ao evento e oferece uma ótima estrutura para os turistas, algo a ser explorado nos próximos roteiros de quem costuma visitar com frequência os restaurantes espalhados pela ilha.

Para o Circuito Gastronômico das Ilhas, a chef de cozinha Ana Alice Mota pensou em um prato bem regional, um camarão empanado na farinha de tapioca, com molho velhote de jambu e farofa de vinagrete, ou melhor, farofa na maré, como explica: “como é molhadinha, a gente resolveu homenagear o nosso rio que fica em frente ao restaurante”.

Segundo ela, o circuito superou as expectativas de público. “Foi muito melhor do que a gente esperava. Como inauguramos ontem, pra nós hoje foi o grande dia, em que sentimos o calor do fogão e também o que é trabalhar em um restaurante. Foi uma ótima experiência, vendemos muito, foi muito gratificante. A gente espera que venha outro circuito logo”, sugeriu.

Treinamento – Segundo a coordenadora de negócios da Codem, Cláudia Sadalla, todos chefs dos estabelecimentos do circuito criaram pratos especiais para o festival gastronômico a preços acessíveis, até R$ 20,00, a partir do treinamento com professores do curso de Gastronomia da Universidade da Amazônia (Unama), instituição parceira no projeto. “A participação da universidade foi fundamental na qualificação de todos esses chefs que criaram pratos específicos e não constam no cardápio dos restaurantes”.

Texto e fotos: Julie Rocha e Fernando Nobre* *Dos projetos Prazer em Viajar e Turismo Paraense

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